Introdução
Neste artigo falaremos sobre o tratamento químico da água da piscina apresentando os tipos de substâncias utilizadas, como ocorre a formação de gases e quais cuidados são indispensáveis para garantir segurança.
Sumário

A morte recente de uma professora em piscina de academia gerou medo, principalmente na população que frequenta esse tipo de ambiente. A pergunta agora é: teria sido causada pelos gases gerados no tratamento da água?

Essa é uma resposta que somente as autoridades competentes podem fornecer. Não cabe aqui qualquer conclusão investigativa. Este artigo é para trazer conhecimento e tranquilidade para quem frequenta ou possui piscina, pois quando se fala de produtos químicos, a informação correta é essencial.

Tratamento químico da água da piscina: por que é indispensável?

A piscina é um ambiente com condições ideais para a proliferação de algas, bactérias e fungos. Daí a necessidade de tratamento químico, pois sem ele, a água se torna imprópria para uso.

O tratamento químico tem três grandes objetivos: desinfecção e segurança sanitária, controle físico-químico e manutenção estética.

A desinfecção elimina patógenos, controla o desenvolvimento de algas e oxida matéria orgânica, removendo, consequentemente, suor, urina, bronzeador e protetor solar. O controle físico-químico garante equilíbrio entre pH, alcalinidade e dureza. Já a manutenção estética mantém a água cristalina e visualmente agradável.

Produtos utilizados no tratamento da água

O tratamento correto envolve a aplicação criteriosa de diferentes categorias de produtos químicos. Cada um possui função específica e deve ser utilizado com responsabilidade.

Algicidas

Os algicidas são utilizados para controle e prevenção de algas, que são as responsáveis por deixar a água turva e esverdeada.  São de dois tipos: algicidas de choque, que são formulados à base de cobre, e algicidas de manutenção, que são à base de quaternário de amônio.

Clarificantes

Os clarificantes são substâncias que auxiliam na manutenção da transparência da água. Funcionam como agentes aglutinantes de micropartículas em suspensão, ou seja, agrupam as micropartículas em flocos maiores, permitindo então, facilidade de retenção pelo sistema de filtração. Sem os clarificantes, partículas muito pequenas não conseguem ser filtradas e, com isso, acabam deixando a água opaca. Um exemplo bastante comum é o policloreto de alumínio.

Reguladores de pH e alcalinidade

Os reguladores de pH e alcalinidade servem para não deixar a água nem ácida e nem básica demais. Manter o pH da água equilibrado na faixa de 7,2 a 7,6 é fundamental por três motivos:

  • garantir a eficácia do cloro no processo de desinfecção;
  • proteger a saúde dos usuários da piscina, principalmente para diminuir o risco de irritação da pele e dos olhos; e
  • preservar os equipamentos e a estrutura da piscina contra processos de corrosão e formação de incrustações.

Nessa classe de produtos químicos tem-se o bissulfato de sódio, o hidróxido de sódio, o carbonato e o bicarbonato de sódio. Também existem reguladores com princípio ativo de ácido muriático (clorídrico).

Decantadores

Os decantadores são utilizados quando há excesso de partículas sólidas na água. Assim como os clarificantes, os decantadores também promovem a floculação dessas partículas, fazendo com que se depositem no fundo da piscina para posterior remoção pelo aspirador de fundo. O sulfato de alumínio é uma das substâncias mais utilizadas.

Limpadores de bordas

São produtos utilizados para remover óleos e gorduras que se acumulam nas bordas da piscina, provenientes do suor, dos protetores solares e bronzeadores. Normalmente, são formulados com detergentes biodegradáveis a fim de não alterar o pH da água.

Desinfetantes

O cloro é o principal agente desinfetante utilizado no tratamento da água da piscina. Ele serve para:

  • eliminar micro-organismos como bactérias, vírus e fungos;
  • prevenir a formação de algas; e
  • oxidar matéria orgânica como suor e urina.

As formas utilizadas são o hipoclorito de cálcio, que é o cloro granulado e o mais comum de todos, o hipoclorito de sódio, que é o cloro líquido, e ainda, o dicloro e o tricloro que são um tipo de cloro estabilizado e que contém em sua composição o ácido cianúrico, substância responsável por promover a estabilização do cloro na água.

Independentemente da forma comercial, o princípio ativo ao entrar em contato com a água libera o ácido hipocloroso, que é a substância responsável pela ação desinfetante.

A formação de gases na água da piscina

Quando o cloro é adicionado à água da piscina, ocorre a sua reação com os contaminantes e a sujidade presentes. Nessa reação formam-se as cloraminas, que são substâncias que facilmente passam para a fase gasosa. As principais são: monocloroamina, dicloroamina e tricloroamina. São elas as responsáveis pelo odor característico. Esse odor pode estar indicando acúmulo dessas substâncias.

Piscinas fechadas preocupam mais

Em piscinas fechadas, a circulação de ar pode ser inadequada e, com isso, a dispersão das cloraminas fica prejudicada, tendendo então, a se acumular na camada de ar um pouco acima da água, ou seja, na região onde os usuários respiram.

As cloraminas são substâncias prejudiciais à saúde humana, pois são capazes de provocar irritação na pele, nos olhos e nas vias respiratórias, além de agravar a rinite, a asma e a bronquite. Por essa razão, piscinas cobertas preocupam mais, exigindo um adequado sistema de ventilação e rigoroso controle químico.

Mistura de produtos químicos: uma ação que pode ser perigosa

Os produtos químicos utilizados no tratamento da água da piscina não devem ser misturados simultaneamente em hipótese alguma, pois podem ocorrer reações perigosas, inclusive com a liberação de gases tóxicos. Por exemplo, misturar compostos clorados com ácidos é indevido porque ocorre a formação de gás cloro, que é uma substância tóxica e corrosiva. Portanto, o tratamento da água exige conhecimento e a obediência a um protocolo técnico.

O tempo de aplicação dos produtos e a liberação da piscina

Entrar na piscina imediatamente após a aplicação dos produtos químicos pode expor os usuários a concentrações inadequadas. Por essa razão, é necessário aguardar um determinado tempo, até que os níveis exigidos estejam em faixa segura para banho.

Existem kits de teste que confirmam os parâmetros adequados para a liberação da piscina. O uso desses kits é fundamental.

A importância do monitoramento constante

A importância do monitoramento constante é para que se tenha uma piscina segura para seus usuários. Essa segurança exige monitoramento regular de pH e alcalinidade, e monitoramento dos teores de cloro livre, cloro total e cloro combinado. Exige também um adequado funcionamento do sistema de filtração.

O monitoramento da água da piscina deve sempre ser efetuado de forma contínua.

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